O vereador Daniel Marques e sua família foram alvos de um assalto à mão armada na noite da última sexta-feira. O parlamentar, acompanhado de sua esposa e de sua filha, estava dentro de um veículo quando foi surpreendido por criminosos armados, enfrentando momentos de terror.

O episódio veio à tona por meio de publicações nas redes sociais, e foi detalhado pelo próprio político em seu perfil oficial no Instagram (@oficialdanielmarques). O caso gerou forte comoção e levantou novos questionamentos sobre a segurança pública e os índices de violência que afligem o cotidiano dos cidadãos no estado.

Desabafo e Segurança

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Diante da situação, Daniel Marques fez um forte desabafo sobre o cenário de vulnerabilidade enfrentado pela população fluminense. Apesar da gravidade da abordagem criminosa, o parlamentar usou as redes sociais para tranquilizar a todos e cobrar mudanças estruturais na segurança:

"Estamos bem! Não podemos continuar assim!"

Eleitores e moradores, expressaram solidariedade à família e cobraram ações mais firmes das autoridades competentes para coibir a criminalidade na região.

De acordo com os dados mais recentes divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), Niterói registrou uma queda expressiva de 44,8% nos chamados roubos de rua (que englobam assaltos a pedestres, celulares e transportes públicos) entre janeiro e maio de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025, alcançando os menores patamares da série histórica iniciada em 2003. Apesar dessa retração estatística nos indicadores oficiais de criminalidade do município, episódios de violência urbana e assaltos à mão armada, como o caso recente envolvendo o vereador e sua família, evidenciam que o risco e a sensação de insegurança continuam presentes no cotidiano da população.

De fato, a percepção popular e os registros de vídeos de arrombamentos que circulam frequentemente na internet não se refletem nas estatísticas oficiais de roubos de rua, justamente porque os furtos e arrombamentos possuem classificações e dinâmicas criminais totalmente distintas. Enquanto o roubo envolve violência ou ameaça direta à pessoa — categoria que costuma apresentar oscilações e quedas nos dados institucionais —, os arrombamentos e furtos de veículos ou residências muitas vezes ocorrem sem a presença ou o confronto direto com a vítima. Como consequência, essa modalidade patrimonial nem sempre é contabilizada nos mesmos índices de criminalidade violenta, gerando uma disparidade evidente entre a realidade das ruas mostrada nos flagrantes e os boletins oficiais.

FONTE/CRÉDITOS: Por Jotta Camargo | JCN News